segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Desabafos De Uma Mãe...

Pressa De Ser...



Ora pois bem…

Convidaram-me para participar / escrever/ partilhar a minha experiência, não como bloguer, mas como mãe, e mulher que sou.
Experiência essa que felizmente partilho com milhares, milhões de outras mulheres.

O meu único objectivo para já, é apenas partilhar pensamentos, dúvidas, aprender e acima de tudo, que seja uma experiência nova extremamente enriquecedora.
Bem, passemos às apresentações:

Sou mulher, mãe de duas lindas princesas uma com 15 e outra com 7 anos ( a de 15 é uma PRINCESA, mas ainda digo ainda  não descobriu isso mas vamos dar-lhe tempo, pois está em plena revolução hormonal o que nos (a nós mulheres principalmente) “destrambelha” o cérebro e de outra que acha um “must” estar quase a fazer 8 anos, pois irá entrar na dita “PRÉ-ADOLESCÊNCIA”(diz ela…)

Como diz a minha filha mais velha, essa “cena” da pré- adolescência (ou esse novo titulo que inventaram para as criancinhas antes da “dita” adolescência) é o quê mesmo?

Já pesquisei, já me empenhei em tentar entender, já conversei com outras mães, mas a pergunta na minha cabeça continua:

“MAS QUE RAIO É ISSO DA PRÉ-ADOLESCÊNCIA?”
Pré-adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano caracterizada por anteceder a entrada na adolescência. Nesse período da vida as crianças passam a ter mais responsabilidades (deveres), ao mesmo tempo em que passam a querer e exigir mais respeito de outras pessoas - particularmente dos adultos. A criança nesta faixa etária passa a compreender mais a sociedade, ordens sociais e grupos, o que torna esta faixa etária uma área instável de desenvolvimento psicológico. Porém, alguns grupos de pessoas não aceitam essa classificação, colocando os pré-adolescentes já como adolescentes.
(fonte: Wikipedia)

“Ós portantos” fiquei depois disto com ainda mais dúvidas:

Requerer mais respeito da parte dos adultos ?, mas porquê? Nós adultos não devemos respeitar as crianças sempre independentemente da idade?

 É que se idade significasse mais respeito não teríamos o mundo, ou para já não falar do nosso país, repleto de pessoas mais experientes a serem tratadas abaixo da dignidade humana….
Mas qual respeito, se os nossos jovens, ou maior parte deles, por muito respeito que lhes ensinemos a ter pelos outros; o “cool”, o “fixe” é ser-se rebelde, inconveniente e mal –educado?

Passa a compreender mais a sociedade…hummmmm….Pois é….Se na pré, e na adolescência eles nem a eles se compreendem quanto mais….Compreender ordens sociais? Ou aprender a desobedecê-las só para ser um “membro “ integrante num certo grupo (começar a fumar, a ter comportamentos desviantes, etc, só para ser reconhecido num dito “grupo”? Pois talvez o grave seja isso mesmo…)

Será isto um vislumbre para nós mães (principalmente a nós que somos mães de raparigas? salvo raras excepções) do que nos espera daqui a uns anos?

Será então um “ cargo”, ou nome pomposo?
Será um pré-pesadelo? ( ahahahah, desculpem a ironia)
Seja o que for esta coisa dos “prés” não me convence nadinha, pronto!

No meu tempo (agora parecia aquela senhora do anuncio), ou se era criança; ou se era jovem, ou se era adulto, e… MAI NADA !
E assim deveria, na minha modesta opinião continuar, pois a mim como mãe baralha-me o “Tiko e o Teko” andar permanentemente a tentar entender a que idade a pré e a adolescência se iniciam, pois a maturidade de cada criança influencia o inicio de cada uma delas nesta fase.

Depois ainda há aquela “comichão cerebral” que me incomoda sobre este assunto que é a seguinte: Porque há adultos com comportamentos de pré-adolescentes, adolescentes com comportamentos de adultos, e pré-adolescentes com comportamentos de adolescentes e ainda aqueles que não se encaixam em “posto” nenhum?
Sou portanto completamente contra este tipo de rótulos, cargos, postos, como lhe queiram chamar. E PRONTO !!!!

Depois há ainda a “pressa de ser”…ou pré, ou adolescente ou adulto …
E uma pessoa madura é o quê?
Idoso?
Pós – adulto?
Pré- caquético?
Para rapidamente ambicionarmos (nostalgicamente ou não, essa conversa ainda dá pano para mangas) voltar a ser, ou a ter um “posto/ cargo” que jamais voltaremos a ter ou a ser…
Ora vá quem queira entender estas criaturas de Deus a quem chamamos….SERES HUMANOS….

RITA MORAIS para ETC...E TAL...


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quem Não Sabe Dar Nada, Também Não Sabe Sentir Nada...

Esta frase faz parte de um aforismo de NIETZSCHE, e relembra-nos que quando damos o que quer que seja aos outros, esse acto relembra-nos o nosso próprio VALOR.



Ninguém é mais pobre do que aquele que NADA dá, porque é quando damos que reconhecemos a nossa própria RIQUEZA.

Permito-me acrescentar a ideia de que DAR, muitas vezes traz anexado algum sentimento de superioridade ou de que vai fazer falta mais tarde, no sentido em que "se eu dou vou ficar sem nada...", enquanto que a variante de PARTILHAR, pressupõe sempre ganhos para ambas as partes e ninguém fica em falta...

Voltando à frase que me serve de inspiração para hoje, sei que a mesquinhez de coração é a maior de todas as pobrezas, porque quem passa pela vida sem transmitir ou espalhar sentimentos de bem aventurança, acaba preso numa armadura, ou fica a viver em cativeiro...e tanto a armadura como o carrasco são a infelicidade e solidão de Alma

Alejandro Jodorowsky (poeta e escritor chileno) deixou isto explícito: « O que dás. dás a TI; o que NÃO DÁS, tiras de TI»

Ao reflectirmos sobre o nosso intercâmbio emocional com o mundo, percebemos que é essa PARTILHA que define a PROSPERIDADE, que é a circulação de RIQUEZA EMOCIONAL, tal como a circulação de bens e moeda define a prosperidade das Nações.

Se a economia de um país não faz circular os seus valores e bens, a economia pára, estagna e morre,
o mesmo se aplica à Economia Afectiva e à RIQUEZA EMOCIONAL.

Tão importante como saber PARTILHAR é saber RECEBER!

Sòmente quem faz circular RIQUEZA DO CORAÇÃO, é de direito EMOCIONALMENTE PRÓSPERO...

Está de acordo, ou nem por isso?...



quarta-feira, 24 de julho de 2013

VOCÊ SABIA DISTO?...

VOCÊ SABIA DESTA PESQUISA?...

Recentemente li uma pesquisa feita nos Estados Unidos sobre a influência que o nosso estado de Espírito individual tem sobre as outras pessoas, tanto à nossa volta como num círculo mais abrangente.


A pesquisa sobre os FACTORES INCONSCIENTES que determinam o COMPORTAMENTO HUMANO foi conduzida durante 29 anos, e mais tarde documentada em livro (The Eye of the I) pelo Dr.David Hawkins e demonstra o seguinte:

> Uma pessoa que VIVA e vibre na energia do OPTIMISMO e do NÃO-JULGAMENTO equilibra a negatividade de cerca de 90.000 indivíduos que vivam em frequências vibratórias debilitantes e de baixa densidade.

>  Uma pessoa que VIVA e vibre na energia do AMOR e da reverência e RESPEITO PELA VIDA, CONSEGUE EQUILIBRAR a negatividade de cerca de 750.000 pessoas que vivam submersas pelo ódio, vingança e má fé.


Agora pense:

Como apenas um PENSAMENTO agregado a um ou mais SENTIMENTOS de PAZ  e desejo genuíno de HARMONIA, podem mudar o ambiente em que VIVE e TRABALHA...

Sugestões:
Tome consciência de que todas as pessoas com quem se cruza ou com quem VIVE têm algo a dar-lhe para que possa evoluir, e você a elas

Deixe de fazer julgamentos (sobretudo precipitados) e imagine-se a trocar de papéis com a(s) ou pessoa(s) que está a julgar, criticar ou a fazer juízos de valor.

Dê-se a si mesmo a OPORTUNIDADE de se apreciar e VALORIZAR apenas como PESSOA que já é.

E HOJE, experimente ver o Mundo com os olhos da INOCÊNCIA!... Talvez a Vida lhe reserve uma bela SURPRESA!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

VOCÊ TEM VERGONHA DE ADMITIR QUE REZA?...

É uma coisa que constato quase todos os dias: A maior parte das pessoas que se me dirigem em terapia tem constrangimento ou vergonha de admitir que reza...



Parece que ter um Deus não é socialmente "in" ou chic....
Parece que admitir que se fala com Deus, orando, é uma atitude de gente supersticiosa...
Parece que é tabu assumir uma crença...

Não precisa de impingir Deus a ninguém,aliás já há deuses que cheguem para o mercado de procura; mas negar (ou renegar) que se crê em Algo que transcende a Ciência, é negar a própria existência consciente.

Lembro-me de há uns tempos atràs, uma conhecida médica endocrinologista, dizia ufanamente numa entrevista num canal de TV: " eu não acredito em Deus, não existe...", e eu pensei: "...como não existe, se tu existes?..."

Eu até entendo que não se acredite num Deus tenebroso, vingativo, caprichoso e que distribui prémios e castigos, como O descrevem os antigos Hebreus; nesse também não creio, mas parece que é dessa figura mitológica que as pessoas fogem, ou dizem que não acreditam...

Este Deus em que Creio, é Aquele que me habita, que não é masculino nem feminino, que está para além do bem e do mal, e que não interfere nas vontades caprichosas do ego Humano.

Apercebo-me que aqueles que aceitam uma Energia Transcendente, que não culpam de todas as suas desgraças nem tentam controlar e manipular oferecendo sacrifícios, esses são mais serenos e felizes, e percebem claramente que Deus se manifesta nas mínimas e imensas coisas dos seus dias, e que para isso basta aceitarem que são Deus...

Deus já não é um acto de Fé! É uma construção e constatação...

Se sente constrangimento ou vergonha de admitir que reza e que tem um Deus, pergunte-se porquê...

Talvez a resposta seja um vazio existencial, ou um medo de infância...
Aprofunde e provávelmente descobrirá...o seu Deus...

Agora conte-me: Você reza?

domingo, 30 de junho de 2013

CULPA OU RESPONSABILIDADE?

                                             CULPA OU RESPONSABILIDADE?

Responsabilidade. Do lat. responsabilitas, de respondere = responder, estar em condições de responder pelos actos praticados, de justificar as razões das próprias acções.  (Dicionário Enciclopédico, Sérgio Biagi Gregório)

O sentimento de culpa é o sofrimento obtido após reavaliação de um comportamento passado tido como reprovável por si mesmo. A base deste sentimento, do ponto de vista psicanalítico, é a frustração causada pela distância entre o que não fomos e a imagem criada pelo superego daquilo que achamos que deveríamos ter sido.(Wikipédia)


Comecei exactamente por estas duas definições, para ver se finalmente você entende a DIFERENÇA!

A RESPONSABILIDADE é a habilidade para dar resposta a um acto que se pratique, é a capacidade de poder responder pelo que se faz, ou pensa, e refere-se ao PRESENTE ou ao FUTURO,enquanto que a CULPA advém de uma reavaliação de um comportamento, e por isso refere-se ao PASSADO, e completando a interpretação psicanalítica, a CULPA é uma forma que o nosso superego  (o eu idealizado) tem de se sentir sempre em controlo de tudo, até da vida de outros, ou de circunstâncias externas.Quanto mais culpa se sente, mais controlador se é, e é esta falta de humildade do nosso ego que constrói e alimenta culpas.

Vejamos esta história que é tão comum nas sociedades ocidentais e contemporâneas:

Dois adultos pais, não se entendem, não têm nada em comum e passam o tempo em que estão juntos em duelos de gladiadores; como nunca há vencedores, a carga de raiva e frustração recai sobre um dos filhos que tem, digamos 4 anos de idade. A mãe diz para esta criança: “ estás sempre a arranjar problemas e depois o teu pai discute comigo…”,mas depois de passada a ira, à hora do jantar diz:”…já és um homenzinho (ou mulherzinha) e portanto podes comer sozinho(a)…”, deixando ( mais) uma confusão nesta personalidade em formação, como se a criança pensasse assim:” então eu já sou grande, e arranjo sempre problemas, ou já posso fazer coisas sózinho?...”.



Querendo ser sempre aceite e aprovado pelos pais e outros adultos, se esta criança continuar a receber estas informações contraditórias, vai chegar à idade adulta a confundir culpa ( porque sempre sentiu que era obrigatório controlar os acontecimentos ) com responsabilidade, que não a tinha de facto, porque NENHUMA CRIANÇA TEM CAPACIDADE DE DAR RESPOSTA AO CONFLITOS E IMATURIDADES DOS ADULTOS.

Como adultos, só temos mesmo a RESPONSABILIDADE de responder no PRESENTE pelas escolhas que fazemos, ( dentro do que APRENDEMOS ATÉ ESSE MOMENTO e não naquilo que achamos que já devíamos saber…), e quando assumimos RESPONSABILIDADES , ENVOLVEMO-NOS COM OS RESULTADOS.

Deixo estas palavras inspiradoras de W.H.Murray, de maneira a que possa entender melhor esta dinâmica interactiva entre RESPONSABILIDADE- EMPENHO e RESULTADOS:

“Até ao momento em que nos COMPROMETEMOS, hesitamos, temos a oportunidade de voltar atràs, sempre ineficazmente. No que respeita a todos os actos de iniciativa ( e criação), existe uma VERDADE ELEMENTAR, cuja ignorância, aborta incontáveis ideias e planos perfeitos: A VRDADE de que, na altura em que nos comprometemos definitivamente, a providência movimenta-se a nosso favor; há todo um fluxo de acontecimentos que FLUEM de DECISÃO tomada, MOVENDO-SE EM NOSSO FAVOR sob a forma de incidentes imprevistos e felizes, encontros e apoio material, que ninguém teria sonhado acontecer. Mas fez-se necessário DECIDIR e COMPROMETER-SE”

Sejam quais forem as culpas que sente, examine-as e pergunte-se: Eu sabia e podia ter feito diferente?...( não melhor…diferente…).Se podia, PERDOE aquele “eu” que 
cometeu os erros, e RESPONSABILIZE-SE pela sua vida
 AGORA… Se reconhece que NÃO PODIA mesmo, então desapegue-se dessa necessidade de controlar tudo, e
 apenas aja, decidindo ser RESPONSÁVEL , e dar 
respostas à VIDA!


domingo, 23 de junho de 2013

AI DINHEIRO A QUANTO OBRIGAS...

                               AI DINHEIRO, A QUANTOS OBRIGAS…

Não me canso de experimentar mostrar às pessoas, quantas crenças distorcidas existem em relação ao DINHEIRO, e quantos dos RELACIONAMENTOS com o dinheiro são tão desajustados da realidade, isto porque, quer queiramos, quer não, temos uma RELAÇÃO com o dinheiro desde os primórdios da humanidade, desde os tempos venturosos do útero materno.

ENTÃO AQUI VÃO ALGUMAS QUESTÕES PARA INÍCIO DE CONVERSA:


O que é o DINHEIRO?

Para que foi criado?
Como é que a sua família (linhagem materna e paterna) lidava com o DINHEIRO? Falavam e expressavam o quê em relação ao dinheiro?
Como se comportavam quando TINHAM e quando NÃO TINHAM DINHEIRO?
E você?...

Pense em dinheiro e observe o comportamento do seu corpo; o coração acelera? A respiração fica suspensa? Fica com calor ou suores gelados? O estômago encolhe? E por aí adiante…
SÓ DE PENSAR, o CORPO mostra imediatamente as emoções mais superficiais, e os sentimentos mais profundos que existem em si quando se PENSA ou FALA em dinheiro.

As (várias) respostas as estas questões simples, sem grandes aprofundamentos, mostram-lhe o que DE FACTO você experimenta na sua RELAÇÃO com o dinheiro. Será uma relação de amor/ódio, como todas aquelas que se têm por pessoas ou objectos desejados, mas aparentemente inalcançáveis? Você CONFIA que a vida lhe trará sempre o dinheiro que você deseja para TUDO o que há a pagar, comprar, usufruir? Ou TEME permanentemente que lhe falte dinheiro, que se pagar isto, lhe FALTARÁ para aquilo, e por aí adiante?!?

Pense um bocadinho sobre estas questões que lhe coloquei, que eu já volto…
Ah e já agora, deixe o seu comentário, ou faça-o por mensagem privada através da minha página de Facebook:


sexta-feira, 7 de junho de 2013

SE ESTÁ À ESPERA, ESPERE SENTADO...

SE ESPERA QUE OS OUTROS O FAÇAM FELIZ, ENTÃO O MELHOR É SENTAR-SE MESMO...






Aquilo que vou escrever hoje, não é fácil de engolir...

Não é, porque toda a nossa cultura familiar, social e religiosa está impregnada de uma grande mentira: 
TEMOS QUE FAZER OS OUTROS FELIZES, E ELES A NÓS...




Sendo assim, muito cedo na vida, começàmos a esperar que os outros nos fizessem felizes, e que gravitassem à volta do nosso mundo pessoal, como se fossem satélites à volta do Sol.

Isto é verdade quando somos crianças pequenas, irresponsáveis, e despreparadas para vivermos por nós mesmos; o problema instala-se quando PERPETUAMOS esta crença para a adolescência e idade adulta: PROJECTAMOS nas pessoas que connosco vivem e convivem, o amor, a protecção e a obrigação de cuidarem de nós, de nos agradarem e de nos fazerem felizes; e bem, como são humanas, as pessoas falham, não correspondem ao que exigimos delas e depois, vem a cobrança...

Pois tenho uma má notícia para si:

OS OUTROS(sejam eles quem forem) NÃO ESTÃO CÁ PARA O FAZER FELIZ...

Porque têm uma vida própria, missões e objectivos para cumprirem, e compromissos de honra com a própria Alma, e por isso NÃO PROMETERAM viver para contentar ninguém.

SÓ QUANDO SE CUMPRE COM A PROMESSA DA PRÓPRIA FELICIDADE, é que o paradoxo se confirma:

SÓ QUEM É FELIZ, É QUE PODE FAZER OS OUTROS FELIZES...
Nada pode ser arrancado com sacrífício e auto anulação.

OU SE AMA, ou não.Se é por SACRIFÍCIO, então não é por AMOR.

Não confunda as coisas...

Os católicos acreditam que Jesus Cristo morreu numa cruz por sacrifício à humanidade.
Eu não acredito! 

Creio que Ele morreu pela Humanidade por AMOR, e a "doação" que Ele fez do próprio Corpo físico, foi feita com toda a Consciência Suprahumana que Ele tinha.

Quem ama com sacrífício, dá com sacrifício e vive com sacrifício pelos outros, vai sempre COBRAR o que amou,deu ou viveu, porque há sempre aquela parte de nós que se vai sentir mutilada e abandonada, por ter feito algo e não receber nada em troca; em contrapartida quem AMA, DÁ e VIVE por AMOR sem condições nem expectativas, então nem sequer se lembra de esperar pelo retorno, e o mais paradoxal de tudo, é que é exactamente essa pessoa que mais recebe na vida.

Ocorreu-me escrever hoje sobre este tema, porque ouço muitas vezes pais a dizerem aos filhos que se SACRIFICARAM por eles, mulheres a dizerem a maridos, que por causa do casamento, SACRIFICARAM carreiras, funcionários de empresas que dizem que SACRIFICAM as famílias por causa do trabalho, amigos a dizerem que "salvaram" alguém da miséria com SACRIFÍCIO e no meio de tanto SACRIFÍCIO, não sinto nem vislumbro amor, doação ou partilha; estão sempre à espera de receberem reconhecimento...

E dirá você desse lado:"...e então, nem esperar um obrigado...?"
Porquê? Sentiu-se OBRIGADO por alguém, alguma coisa ou queria apenas mostrar-se em condições "superiores"?

Eu sei que isto é duro, mas quanto mais depressa você decidir que faz por AMOR ou por SACRIFÍCIO, mais rápido toma consciência da sua escolha, e aí, dependendo da forma como É NA VIDA, das duas uma:

OU FAZ POR AMOR, e só o facto de SER ou FAZER, já É em si a RECOMPENSA...

OU FAZ POR SACRIFÍCIO, e vais estar sempre FRUSTRADO, porque o que recebe(se é que recebe) nunca vai ser o suficiente para você se sentir RECOMPENSADO...

Então...NÃO ESPERE (nem sentado) e OCUPE-SE A SER FELIZ, à medida daquilo que PODE SER.

Por aqui, EU SOU FELIZ, quando escrevo para si, e me FOCO no que de MELHOR de mim tenho para lhe dar!

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