Esta frase faz parte de um aforismo de NIETZSCHE, e relembra-nos que quando damos o que quer que seja aos outros, esse acto relembra-nos o nosso próprio VALOR.
Ninguém é mais pobre do que aquele que NADA dá, porque é quando damos que reconhecemos a nossa própria RIQUEZA.
Permito-me acrescentar a ideia de que DAR, muitas vezes traz anexado algum sentimento de superioridade ou de que vai fazer falta mais tarde, no sentido em que "se eu dou vou ficar sem nada...", enquanto que a variante de PARTILHAR, pressupõe sempre ganhos para ambas as partes e ninguém fica em falta...
Voltando à frase que me serve de inspiração para hoje, sei que a mesquinhez de coração é a maior de todas as pobrezas, porque quem passa pela vida sem transmitir ou espalhar sentimentos de bem aventurança, acaba preso numa armadura, ou fica a viver em cativeiro...e tanto a armadura como o carrasco são a infelicidade e solidão de Alma
Alejandro Jodorowsky (poeta e escritor chileno) deixou isto explícito: « O que dás. dás a TI; o que NÃO DÁS, tiras de TI»
Ao reflectirmos sobre o nosso intercâmbio emocional com o mundo, percebemos que é essa PARTILHA que define a PROSPERIDADE, que é a circulação de RIQUEZA EMOCIONAL, tal como a circulação de bens e moeda define a prosperidade das Nações.
Se a economia de um país não faz circular os seus valores e bens, a economia pára, estagna e morre,
o mesmo se aplica à Economia Afectiva e à RIQUEZA EMOCIONAL.
Tão importante como saber PARTILHAR é saber RECEBER!
Sòmente quem faz circular RIQUEZA DO CORAÇÃO, é de direito EMOCIONALMENTE PRÓSPERO...
Está de acordo, ou nem por isso?...

