Mostrar mensagens com a etiqueta PNL. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PNL. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O nosso Tempo

O nosso tempo

Quando trabalhamos sozinhos ou quando temos a nossa empresa, às vezes não sabemos parar. Às vezes o contrário também acontece, e já vos falei da questão da disciplina, que acho o pilar fundamental para quem se quer lançar nesta vida de empresário.  No entanto, também não podemos cair no extremo oposto...

Temos de aprender a ouvir o nosso “corpo”, o nosso “coração”, a nossa “alma”, o que vocês preferirem. Sei que por vezes pode parecer difícil encontrar um equilíbrio, mas quando não tiramos o tempo para nós, a vida encarrega-se de nos “dar” esse tempo. 



A semana passada, tive essa experiência. Tenho aprendido nos últimos anos a “ouvir-me” mais e acredito que muitas vezes as doenças ou sintomas que temos, físicos, são produto de uma somatização psicológica. (Há um livro fantástico sobre isso, ver referências no final).

Tudo começou, porque tinha de fazer uns telefonemas que não queria fazer, sabem aquelas coisas que custam imenso, que não vos apetece nada fazer? Nem imaginam a luta interna que foi! Eu não queria mesmo, arranjava desculpas, organizava o dia (inconscientemente) sem me sobrar tempo para fazer aquilo que eu não queria, experimentei as técnicas que conheço e que uso todos os dias... mas acabava por boicotar de uma forma ou outra. Depois, como estava a ficar super atrasada com o meu trabalho e não podia empurrar mais aquela tarefa... decidi que não passava daquela semana!


Então “misteriosamente” comecei a ficar “febril”, a sentir-me com gripe... mas não fiquei em casa! Continuei e disse que ia para o escritório todos os dias: “porque sou disciplinada e não vou dar importância à doença”.  Cada vez me apetecia ficar em casa, mas para mim (e isto é uma crença que eu tenho) não é “socialmente” aceitável ficar em casa mesmo que seja a trabalhar, porque eu acho que “quem trabalha a sério, vai todos os dias para o escritório e os preguiçosos ficam em casa”, um preconceito claro, mas é mesmo isto que eu acho... ou achava.


Até que fiquei mesmo doente, fui para casa e dormi a tarde toda! Ah! Finalmente! Posso fazer o que eu tanto queria há tanto tempo! Ora vejamos as vantagens: Posso dormir o que eu quero (tenho a desculpa da gripe),  posso trabalhar só se me apetecer (porque estou com gripe), as pessoas dão ainda mais valor se eu trabalhar (“até doente ela trabalha!”), fiz os telefonemas com uma voz de desgraçada e do outro lado todos tiverem “peninha” de mim porque estava “tão atacada”,  não tenho que cozinhar, limpar ou ir às compras (porque estou doente!), tenho mais mimos e mais atenção (e é tão bom!), estou sozinha durante o dia e por isso estou mais concentrada do que por vezes no escritório... só vantagens! Ah! Tão bom!


Posso vos dizer que curti os meus dias de doente! Claro que 3 dias depois estava fartinha de estar em casa e já estava melhor. O que eu precisava era de uns dias para mim, de trabalhar ao meu ritmo. O que vos posso dizer é que voltei ao trabalho revigorada, porque consegui descansar bastante, tive ideia novas para a minha empresa, fiz tarefas que precisava de concentração e que já há dias que tentava acabar,  dei valor ao facto de ter saúde e poder sair todos os dias e ir para o escritório, e consegui finalmente fazer os tais telefonemas! Ufa!

A partir daí, as coisas fluíram. Surgiram soluções que eu não esperava para o meu negócio e as coisas parecem que ganharam de novo fôlego.

Já viram a energia que gastei, só para ficar em casa? Para estar sozinha, ou descansar um pouco...  Não teria sido mais fácil ter admitido que precisava de um ou dois dias para mim, estaria disponível na mesma para a minha equipa, podia ter ficado em casa, ou ir até uma esplanada com o meu portátil. Teria recuperado energia na mesma, teria feito tudo e provavelmente muito mais do que fiz.


Se há uma manhã que estão mesmo em baixo, ou que estão extremamente desmotivados, dêem-se um “mimo”, levem o portátil até uma esplanada e trabalhem fora do escritório ou de casa. Tirem um fim-de-semana para desanuviar e ter novas ideias.  Façam uma massagem. Parem. Centrem-se. Recarreguem baterias. Depois sim, voltem ao vosso dia-a-dia. Acreditem que vos pode poupar muito tempo e energia. Vão voltar renovados! Porque mais cedo ou mais tarde, se nós não paramos, o nosso corpo vai nos ensinar a parar.


Aprendi mais sobre mim, aprendi que tenho de mudar a minha crença sobre as pessoas produtivas/preguiçosas, que tenho de me importar muito menos com o que os outros pensam, ou o que vão pensar de mim, aprendi que tenho de ouvir o meu corpo, respeitar o meu tempo, sem deixar de ser disciplinada, renovar a minha motivação com pequenas coisas que faço para mim. Complicado hã?! Nem por isso, experimentem! Porque quanto mais treinarem mais fácil se tornará.

Até para a semana e bons negócios!



Referencias (experimentei e recomendo):

Livro “O teu corpo diz ama-te”, Lise Bourbeau
Fins-de-semana: www.goodmorning.pt
Massagem: www.espacoessencias.pt

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Rituais de uma empresária

Rituais de uma empresária

Esta semana quero partilhar convosco uma técnica, que mudou literalmente a minha vida e que uso todos os dias (ou que pelo menos tento usar todos os dias). Nem sempre usei  e demorei algum tempo até que se tornasse automático, e confesso que às vezes “descambo”... mas cada vez acontece menos e é cada vez mais fácil voltar ao ciclo virtuoso. Agora o desafio é aplica-la a todas as áreas da minha vida.

Acredito que os rituais, ou comportamentos, que temos nos definem. Todos os resultados que temos, em qualquer área da nossa vida, vêm dos nossos rituais. Por exemplo se está desempregado, tem rituais muito diferentes do que se estivesse a trabalhar ou estivesse a montar o seu projeto. Se calhar, estando desempregado acorda tarde, ou quando acorda não se levanta logo. Se estivesse a montar o seu projeto, provavelmente acordaria mais cedo, ou levantava-se mal o despertador tocasse, tomava o pequeno-almoço, tomava banho e punha-se a trabalhar. É uma rotina diferente, certo? E gera uma energia diferente!



O mesmo se passa nas outras áreas. Alguém que viva uma relação apaixonada com alguém, muito provavelmente chega a casa super entusiasmado e cumprimenta a outra pessoa com um beijo e um abraço,  pergunta como foi o dia, chega com um ar feliz. Ao contrário, quem vive uma relação desgastada, talvez chegue a casa meio mal-disposto, cumprimenta a outra pessoa com um “oi” e em vez de perguntar como foi o dia, enfia o nariz no telefone ou num tablet qualquer. Estes dois rituais geram obviamente duas reações diferentes (não só das outras pessoas, mas como também nossas) e irão criar duas realidades muito diferentes também.



Uma boa estratégia para termos os resultados que queremos numa determinada área é ver que rituais as pessoas, que são bem-sucedidas nessa área, têm. O sucesso e o fracasso não são coisas que nos “acontecem”, são o resultado de vários rituais que repetimos todos os dias e que criam a nossa realidade: “Não me levantei cedo hoje, não fiz aquele telefonema, não liguei para aquele cliente, não verifiquei as contas”, todas estas pequenas falhas levam-nos a uma realidade de falhas, claro. O sucesso é feito de pequenas coisas: é ligarmos aquele cliente, é acordar cedo e estarmos motivados com a visão que temos para o nosso negocio, é ligar para aquela pessoa e dizer que temos saudades. Todos estes rituais contam.


Quando vê alguém bem sucedido, lembre-se que aquela pessoa tem rituais que a levaram até lá, pequenas coisas, que repete todos os dias, que fazem daquela pessoa quem é, e o que conseguiu ter. Será que um empresário de sucesso acordou ao meio-dia e rebolou até ter a coragem de se arrancar da cama e arrastou os pés até à cozinha para fazer o pequeno-almoço? Ou essa pessoa acorda cheia de energia, mal o despertador toca, põe os pés no chão, põe música e vai até à cozinha fazer o pequeno-almoço? Qual das duas pessoas quer ser? A boa notícia é que só tem de escolher e agir com tal. Somos aquilo que escolhemos ser.



Aqui ficam algumas ideias: Tenho pequenos rituais, faço coisas que me fazem feliz no dia-a-dia, e que me põem num estado positivo, por exemplo: Tomo o pequeno-almoço sentada à mesa e em casa. Chego a casa bem-disposta. Bebo um café fora a meio da manhã. Escolho o caminho à beira-mar para o escritório. Cumprimento as pessoas com quem me cruzo. Respondo a todos os emails num máximo em 48h. Devolvo sempre as chamadas. Enfim, coisas pequenas que, acredito, no final do dia fazem a diferença. 

Progressivamente vamos mudando o nosso dia-a-dia. Antigamente a minha rotina era acordar cheia de sono, arrastava os pés até à casa-de-banho, não tomava o pequeno-almoço porque preferia dormir mais 10 minutos do que tomar o pequeno-almoço sossegada, ia trabalhar em jejum, bebia um café a correr no escritório e já estava irritada nos primeiros 10 minutos do dia! Que vida! Nem pensar, isto não me fazia feliz. Quando olho para trás vejo uma diferença abismal e sei que ainda tenho um longo caminho pela frente. Mas é só começar! Agora que consegui automatizar rituais que me fazem sentir cada vez melhor, vou acrescentando alguns. Há pouco tempo, decidi que vou fazer 7 minutos de yoga de manhã mal acordo! Essa pequena mudança, vai-me sentir totalmente diferente! Vou ficar com mais energia, acordar mais bem-disposta, o dia vai-me melhor, a sério! 

Experimentem com pequenas coisas, por exemplo fazerem um chá de manhã e beberem-no à janela,  acordar 10 minutos mais cedo e irem tomar o café fora...



Deixo-vos aqui um desafio que me foi muito útil:

1. Escolha uma área da sua vida que queira melhorar e descreva-a como ela é, sem filtros (isto é apenas para vocês por isso sejam sinceros).
2. Escreva que rituais/comportamentos tem nessa área, como se comporta, reage, o que pensa, etc. Se tiverem dificuldades podem até pedir a um amigo que vos diga, como vocês fazem o que fazem.
3.Descreva como gostaria que fosse essa área, o que ia sentir, ouvir, pensar, fazer, se estivesse onde gostaria estar.
4. Escreva os rituais/comportamentos que acha que uma pessoa que viva essa situação “ideal” tem. O que faz, como fala, o que ouve, como se sente, o que vê, etc.
5. Experimente 3 ou 4 desses rituais... veja as diferenças e quando achar que esses rituais já estão “instalados”, acrescente mais uns.

A sua realidade vai mudar, prometo!

"Somos o que fazemos repetidamente. Logo a excelência não é uma acção, mas sim uma rotina."